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Blog: Síndrome da Disfunção Cognitiva em Cães e Gatos – O “Alzheimer” dos Pets
A Síndrome da Disfunção Cognitiva (SDC), também conhecida como “Alzheimer dos pets,” é uma condição neurodegenerativa que afeta cães e gatos idosos, levando a alterações comportamentais e de memória. Com a maior longevidade dos animais, é cada vez mais comum observar os sintomas dessa síndrome. Neste blog, vamos explorar os sinais clínicos, o diagnóstico e as opções de manejo para ajudar tutores e veterinários a lidar com essa condição.
O Que é a Síndrome da Disfunção Cognitiva?
A SDC é causada por alterações cerebrais degenerativas, incluindo o acúmulo de placas de beta-amiloide e a hiperfosforilação da proteína tau no cérebro, que causam inflamação e morte celular. Essas mudanças levam a uma diminuição na capacidade cognitiva dos pets, afetando a memória, a interação e o comportamento.
Assim como ocorre no Alzheimer humano, a SDC é uma doença progressiva e sem cura. O tecido cerebral tem pouca capacidade de regeneração, tornando o diagnóstico e o manejo precoce essenciais para manter a qualidade de vida do animal.
Principais Sintomas da Síndrome da Disfunção Cognitiva
A SDC apresenta-se de várias maneiras e os sintomas mais comuns podem ser agrupados no acrônimo DISHA:
- D – Desorientação: O pet pode parecer perdido em locais familiares.
- I – Interação Alterada: Mudança no nível de interação com humanos e outros animais.
- S – Distúrbios de Sono: Alterações no ciclo de sono-vigília, com insônia ou agitação noturna.
- H – Higiene Inadequada: Defecação ou micção em locais inapropriados.
- A – Atividade Alterada: Redução ou aumento da atividade, como vagar sem rumo.
Estudos mostram que aproximadamente 28% dos cães entre 11 e 12 anos apresentam alterações comportamentais, aumentando para 68% em cães de 15 a 16 anos. Em gatos, 28% dos animais entre 11 e 15 anos apresentam sintomas, aumentando para 50% em gatos com mais de 15 anos.
Diagnóstico da Síndrome da Disfunção Cognitiva
O diagnóstico da SDC é clínico e baseado no histórico comportamental do animal, combinado com a exclusão de outras condições que possam causar sintomas semelhantes, como doenças metabólicas, neurológicas ou articulares.
Exames complementares incluem:
- Análise Comportamental: Questionários específicos para identificar sinais de SDC e avaliar o impacto na qualidade de vida.
- Exames Laboratoriais e de Imagem: Para descartar outras doenças, como tumores cerebrais, lesões vasculares e doenças metabólicas.
- Ressonância Magnética e Tomografia Computadorizada: Podem ajudar na identificação de alterações como ventriculomegalia e atrofia cerebral.
Esses exames são importantes para diferenciar a SDC de outras condições, garantindo um diagnóstico preciso e um tratamento adequado.
Manejo e Tratamento da Síndrome da Disfunção Cognitiva
Embora a SDC não tenha cura, é possível melhorar a qualidade de vida do pet por meio de um manejo multidisciplinar. As abordagens incluem:
Enriquecimento Ambiental: Jogos e atividades que estimulam a mente, como brinquedos com petiscos, ajudam a manter a cognição ativa.
Suplementação Nutricional: Antioxidantes e nutracêuticos, como ômega-3 e vitaminas, auxiliam na proteção cerebral. Dietas especialmente formuladas para pets idosos oferecem suporte nutricional completo.
Medicamentos:
- Propentofilina: Aumenta o fluxo sanguíneo cerebral, melhorando a resposta cognitiva.
- Selegilina: Aumenta os níveis de dopamina e ajuda a retardar a progressão dos sintomas.
Suporte ao Ciclo Sono-Vigília: Em alguns casos, medicamentos adicionais, como antidepressivos e benzodiazepínicos, podem ser prescritos para controlar a ansiedade e melhorar o sono.
Recomendações para Tutores
Para tutores de pets com SDC, é essencial ajustar a rotina e o ambiente para atender às novas necessidades do animal:
- Manter uma rotina constante: Cães e gatos com SDC se beneficiam de uma rotina previsível, o que diminui a desorientação.
- Evitar mudanças bruscas no ambiente: Mantenha móveis e objetos familiares em locais fixos para facilitar a movimentação do animal.
- Criar um ambiente seguro: Use tapetes antiderrapantes e evite escadas para reduzir os riscos de acidentes.
- Consultas regulares ao veterinário: O acompanhamento permite ajustar o tratamento e monitorar a progressão da doença.
Essas práticas ajudam a reduzir o estresse do pet e oferecem conforto durante o envelhecimento.
Perguntas Frequentes
1. Como saber se meu pet tem Síndrome da Disfunção Cognitiva?
Se o seu pet está desorientado, com alterações de interação ou comportamento, consulte um veterinário. Exames comportamentais e laboratoriais ajudam a confirmar o diagnóstico.
2. A Síndrome da Disfunção Cognitiva é reversível?
Não, a SDC é uma condição progressiva e sem cura. No entanto, o tratamento precoce pode retardar os sintomas e melhorar a qualidade de vida.
Conclusão
A Síndrome da Disfunção Cognitiva é uma condição desafiadora que exige um manejo cuidadoso e suporte contínuo dos tutores. Com diagnósticos e tratamentos adequados, é possível melhorar a qualidade de vida dos pets e oferecer um envelhecimento mais tranquilo. Se o seu cão ou gato apresenta sinais de SDC, consulte um veterinário para entender as opções de tratamento e ajuste de rotina.